As diárias médias de hotéis ao redor do mundo caíram 17% no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, aponta levantamento da organização Hotels.com.
O estudo atribui a queda dos preços a uma expansão exagerada no número de quartos antes da crise econômica e à diminuição na demanda que a sucedeu, especialmente no setor de viagens de negócios.
A redução mais acentuada foi em Moscou, que em 2008 liderava o ranking das redes hoteleiras mais caras do mundo.
O preço médio da diária na capital russa caiu 52% em um ano. Com exceção da ilha de Capri, na Itália, todas as primeiras cidades do ranking registraram quedas.
Na contramão do resto do mundo, São Paulo e Rio de Janeiro tiveram altas de 7% e 11%, respectivamente.
Para Alexandre Sampaio, diretor da Abih (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis), a relativa imunidade com a qual o país passou pela crise é a maior responsável pelos números dissonantes: “Grande parte das hospedagens nessas cidades é de negócios, e o fato de o Brasil ter sido pouco afetado pela crise mundial contribuiu para a manutenção de uma boa diária média”.
DANILO VILELA BANDEIRA
Colaboração para a Folha de S.Paulo
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